Nada de sexo explícito. O que começou com um cinema de baixíssimo custo com mulheres nuas e cenas insinuantes, introduziu boa parte do que o cinema brasileiro é hoje. Pra quem pensa que a pornochanchada é referente a filmes pornográficos, está errado. Na verdade, a decadência do gênero veio justamente com a chegada dos pornôs americanos no país, durante o período da ditadura.
A pornochanchada foi comum na década de 1970, tendo na região paulistana conhecida como Boca do Lixo, um dos seus maiores afluentes. Entre os atores que foram revelados no gênero, estão Sônia Braga, Nádia Lippi, Antonio Fagundes, Reginaldo Faria e Vera Fischer. O documentário "Do Triunfo à Queda do Império Vitoriano", que retrata esse período, foi feito em 2010 por alunos da Universidade Metodista de São Paulo.
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sexta-feira, 22 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
'Meia Hora' se supera na luta contra o crime
"Policial que prender três vagabundos pede música no Meia Hora". Com a manchete de sábado, o jornal direcionado para as classes C e D chegou em um patamar de criatividade difícil de ser alcançado. Beirando o cômico, mas chamando a atenção para um problema real - a violência - o Meia fez uma alusão ao quadro esportivo já consolidado no Fantástico para lançar sua própria versão da campanha. Inclusive com o vídeo do policial pedindo a tal música, que foi o hino da Polícia Militar.
Com bom humor, apelação na imagem de crimes ou situações constrangedoras, uma coisa ninguém pode negar: a criatividade do jornal é fora do comum. O jornalista Roberto Kaz escreveu a matéria "Mulher Filé dá capilé a repórter nerd" para a revista Piauí e revelou o processo de criação de uma das manchetes mais brilhantes: "Depois da briga e da separação. Luana não tem mais [foto de Dado] em casa."
"A notícia já havia sido divulgada em blogs e sites na noite anterior, mas para o Meia Hora, o tablóide carioca que vive de manchetes bem-humoradas e abordagens inusitadas, ainda era a melhor opção para a primeira página do dia seguinte. 'Tenho que perfumar as notícias todos os dias', disse o editor-executivo Henrique Freitas. Era preciso bolar um título que, além de requentar a fofoca, fosse intrigante e fizesse os leitores rirem. A resposta veio em uma mensagem enviada por um dos editores, Humberto Tziolas, que havia passado a noite em claro pensando em uma saída. 'Genial. Vou manchetar isso', disse Freitas ao abrir sua caixa de e-mails. O 'isso' em questão era: 'Luana não tem mais Dado em casa', diz o trecho da reportagem.
Além do humor, a interatividade com o leitor é alta e séria. Com a subida das Forças Armadas e da polícia nas operações de pacificação nos morros cariocas, o jornal estampou o rosto dos foragidos e telefones para que a população pudesse fazer denúncias. Para alguns pode não estar de acordo com o dito "jornalismo sério", mas cumpre bem o papel de informar e levar a mensagem diretamente, prestando um serviço público diferenciado. Em qualquer jornal impresso a função da capa é vender o jornal. No início do ano, o Instituto Verificador de Circulação (IVC) divulgou uma pesquisa que colocou o Meia Hora na sétima colocação de jornais mais vendidos do país, com média de 157.654 edições naquele ano. A fórmula está funcionando.
Na continuação, algumas capas do jornal
Com bom humor, apelação na imagem de crimes ou situações constrangedoras, uma coisa ninguém pode negar: a criatividade do jornal é fora do comum. O jornalista Roberto Kaz escreveu a matéria "Mulher Filé dá capilé a repórter nerd" para a revista Piauí e revelou o processo de criação de uma das manchetes mais brilhantes: "Depois da briga e da separação. Luana não tem mais [foto de Dado] em casa."
"A notícia já havia sido divulgada em blogs e sites na noite anterior, mas para o Meia Hora, o tablóide carioca que vive de manchetes bem-humoradas e abordagens inusitadas, ainda era a melhor opção para a primeira página do dia seguinte. 'Tenho que perfumar as notícias todos os dias', disse o editor-executivo Henrique Freitas. Era preciso bolar um título que, além de requentar a fofoca, fosse intrigante e fizesse os leitores rirem. A resposta veio em uma mensagem enviada por um dos editores, Humberto Tziolas, que havia passado a noite em claro pensando em uma saída. 'Genial. Vou manchetar isso', disse Freitas ao abrir sua caixa de e-mails. O 'isso' em questão era: 'Luana não tem mais Dado em casa', diz o trecho da reportagem.
Além do humor, a interatividade com o leitor é alta e séria. Com a subida das Forças Armadas e da polícia nas operações de pacificação nos morros cariocas, o jornal estampou o rosto dos foragidos e telefones para que a população pudesse fazer denúncias. Para alguns pode não estar de acordo com o dito "jornalismo sério", mas cumpre bem o papel de informar e levar a mensagem diretamente, prestando um serviço público diferenciado. Em qualquer jornal impresso a função da capa é vender o jornal. No início do ano, o Instituto Verificador de Circulação (IVC) divulgou uma pesquisa que colocou o Meia Hora na sétima colocação de jornais mais vendidos do país, com média de 157.654 edições naquele ano. A fórmula está funcionando.
Na continuação, algumas capas do jornal
domingo, 10 de abril de 2011
Mídia encontra seu motivo para o massacre em Realengo
Na busca incessante por uma explicação para o massacre ocorrido na semana passada em uma escola municipal em Realengo, Rio de Janeiro, em que um ex-aluno matou 12 crianças e deixou outras tantas feridas, finalmente a mídia encontrou a motivação para o crime. Em matéria veiculada pelo Globo, os repórteres citam, a partir das investigações policiais e quebra de sigilo eletrônico, que o atirador Wellington Menezes de Oliveira, 23, postava em um blog "mensagens desconexas sobre religião e jogos como GTA e Counter Strike (CS)".
Até aí tudo bem, são informações adicionais sobre o acontecimento. No entanto, a explicação "jornalística" que segue é um claro exemplo de sensacionalismo e total falta de informação sobre os games em questão. "(...) os investigadores conseguiram rastrear um blog feito por Wellington, que usava a página na Internet para disseminar mensagens desconexas sobre religião e jogos como GTA e Counter Strike (CS), onde o jogador municia a arma com auxílio de um Speed Loader, um carregador rápido para revólveres, usado por ele no massacre de alunos na Escola Municipal Tasso da Silveira. Nos dois jogos, acumula mais pontos quem matar mulheres, crianças e idosos", diz o trecho da matéria.
Pra qualquer um que tem um senso de crítica um pouco mais apurado, entende que as informações são equivocadas e tendem a encontrar um motivo para o massacre. A simples explicação de que não houve motivo "pão e circo" para o ataque ou, que nunca será descoberto, não satisfaz a mídia. Lembremos que, além dos games, nessa semana, tiveram também o bullying, o islamismo e o "isolamento" do atirador. Outra questão, levantada pelos sites de games Gizmodo e Kotaku, é que, simplesmente, a informação sobre os jogos está errada. Não existiria Speed Loader no Countyer Strike e muito menos matar mulheres, crianças e idosos acumularia pontos nos jogos.
Em outra matéria, publicada pela Veja, os depoimentos dos personagens também fazem alusão à vida reservada de Wellington e sua ligação com os jogos online. "A infância de Wellington aconteceu quase inteira dentro de casa. A vizinha de muro Deise dos Santos, de 59 anos, consegue ver a casa onde Wellington passou a infância e a adolescência. 'Ele brincava no quintal, sozinho', conta. Mais velho, ele descobriu a internet e, a partir daí, formou-se de vez o seu casulo. Na Rua Jequitinhonha, Guilherme Boniole, de 28 anos, foi o único que disse que conversava com Wellington, principalmente quando os dois eram testemunhas de Jeová. 'Falávamos sobre jogos de computador. Ele gostava de Counter Strike (jogo de tiros)', revela Guilherme", diz o trecho da reportagem.
Mesmo com a explicação pífia e tendenciosa sobre o jogo, essa informação acrescenta ao perfil do atirador. Para os mais xiitas que pensam que a mídia culpa jogos eletrônicos por qualquer massacre ocorrido no mundo, deve reconhecer que, se um assassino tem a presença frequente em jogos violentos, isso é um traço de seu caráter. Ninguém pode garantir que o game teve influência em suas ações. Mas também ninguém pode dizer que não teve.
O errado é jogar a culpa em um jogo eletrônico e penalizar toda uma geração, conforme Projeto de Lei 7320/10, de autoria do deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR), que tramita na Câmara Federal. Nele estão previstas a proibição da produção, da importação, da comercialização e da locação de jogos com cenas de nudez, sexo, pedofilia, violência ou apologia a crimes. Segundo a Info Online, o autor argumentou que os videogames violentos podem estar formando uma geração de pessoas "insensíveis ao sofrimento".
Queria ver um deputado proibir as cenas de nudez e violência no cinema brasileiro, novelas, programas de auditório e programas policiais sensacionalistas. Ou mesmo tentar barrar a entrada de filmes hollywoodianos com essas características no Brasil.
Confira alguns casos em que os games foram culpados por ações criminosas:
Câmara fecha o cerco contra games violentos
A construção de um monstro: na infância, humilhações e solidão; na juventude, jogos de tiro no computador
GTA é proibido em todo o mundo, segundo determina liminar brasileira
Army os Two estimulando encontros homossexuais
Projeto de Lei do Senado n° 170/06 volta a ameaçar os video games no Brasil
Counter Strike e Everquest estão proibidos no Brasil
Mídia culpa propagandas de GTA IV por assassinatos em Chicago
TV Record acusa games de propagar a violência
Governo Venezuelano culpa Games por violência e bane jogos com armas do país
Até aí tudo bem, são informações adicionais sobre o acontecimento. No entanto, a explicação "jornalística" que segue é um claro exemplo de sensacionalismo e total falta de informação sobre os games em questão. "(...) os investigadores conseguiram rastrear um blog feito por Wellington, que usava a página na Internet para disseminar mensagens desconexas sobre religião e jogos como GTA e Counter Strike (CS), onde o jogador municia a arma com auxílio de um Speed Loader, um carregador rápido para revólveres, usado por ele no massacre de alunos na Escola Municipal Tasso da Silveira. Nos dois jogos, acumula mais pontos quem matar mulheres, crianças e idosos", diz o trecho da matéria.
Pra qualquer um que tem um senso de crítica um pouco mais apurado, entende que as informações são equivocadas e tendem a encontrar um motivo para o massacre. A simples explicação de que não houve motivo "pão e circo" para o ataque ou, que nunca será descoberto, não satisfaz a mídia. Lembremos que, além dos games, nessa semana, tiveram também o bullying, o islamismo e o "isolamento" do atirador. Outra questão, levantada pelos sites de games Gizmodo e Kotaku, é que, simplesmente, a informação sobre os jogos está errada. Não existiria Speed Loader no Countyer Strike e muito menos matar mulheres, crianças e idosos acumularia pontos nos jogos.
Em outra matéria, publicada pela Veja, os depoimentos dos personagens também fazem alusão à vida reservada de Wellington e sua ligação com os jogos online. "A infância de Wellington aconteceu quase inteira dentro de casa. A vizinha de muro Deise dos Santos, de 59 anos, consegue ver a casa onde Wellington passou a infância e a adolescência. 'Ele brincava no quintal, sozinho', conta. Mais velho, ele descobriu a internet e, a partir daí, formou-se de vez o seu casulo. Na Rua Jequitinhonha, Guilherme Boniole, de 28 anos, foi o único que disse que conversava com Wellington, principalmente quando os dois eram testemunhas de Jeová. 'Falávamos sobre jogos de computador. Ele gostava de Counter Strike (jogo de tiros)', revela Guilherme", diz o trecho da reportagem.
Mesmo com a explicação pífia e tendenciosa sobre o jogo, essa informação acrescenta ao perfil do atirador. Para os mais xiitas que pensam que a mídia culpa jogos eletrônicos por qualquer massacre ocorrido no mundo, deve reconhecer que, se um assassino tem a presença frequente em jogos violentos, isso é um traço de seu caráter. Ninguém pode garantir que o game teve influência em suas ações. Mas também ninguém pode dizer que não teve.
O errado é jogar a culpa em um jogo eletrônico e penalizar toda uma geração, conforme Projeto de Lei 7320/10, de autoria do deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR), que tramita na Câmara Federal. Nele estão previstas a proibição da produção, da importação, da comercialização e da locação de jogos com cenas de nudez, sexo, pedofilia, violência ou apologia a crimes. Segundo a Info Online, o autor argumentou que os videogames violentos podem estar formando uma geração de pessoas "insensíveis ao sofrimento".
Queria ver um deputado proibir as cenas de nudez e violência no cinema brasileiro, novelas, programas de auditório e programas policiais sensacionalistas. Ou mesmo tentar barrar a entrada de filmes hollywoodianos com essas características no Brasil.
Confira alguns casos em que os games foram culpados por ações criminosas:
Câmara fecha o cerco contra games violentos
A construção de um monstro: na infância, humilhações e solidão; na juventude, jogos de tiro no computador
GTA é proibido em todo o mundo, segundo determina liminar brasileira
Army os Two estimulando encontros homossexuais
Projeto de Lei do Senado n° 170/06 volta a ameaçar os video games no Brasil
Counter Strike e Everquest estão proibidos no Brasil
Mídia culpa propagandas de GTA IV por assassinatos em Chicago
TV Record acusa games de propagar a violência
Governo Venezuelano culpa Games por violência e bane jogos com armas do país
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Entenda o porquê, ou não, de se divulgar "suicídio"
O post é um copy da matéria escrita por Izabela Vasconcelos, no Comunique-se, que expõe uma difícil questão do jornalismo: noticiar suicídio.
O secretário de redação da Folha de S.Paulo Vinicius Mota diz que o tema “recebe o mesmo tratamento dispensado a qualquer objeto potencial de notícia” do jornal. O Manual da Redação do veículo orienta o jornalista a não omitir "o suicídio quando ele for a causa da morte de alguém".
O poder da mídia
No entanto, de acordo com especialistas, a notícia pode influenciar pessoas vulneráveis e alguns cuidados devem ser tomados. “Pode influenciar sim, não há certeza do grau de influência, mas o assunto é sério o suficiente para que não se experimente. Há também a preocupação de poupar os sobreviventes que podem estar em grande sofrimento e podem ter uma exposição pública que pode aumentar ainda mais a sua dor”, afirma a Dra. Maria Júlia Kovács, autora do livro “Morte e desenvolvimento humano”, professora e coordenadora do Laboratório de Estudos sobre a Morte do Instituto de Psicologia da USP.
Um exemplo é o que aconteceu em Viena na década de 80, quando o metrô da cidade registrou 22 casos de suicídio em 18 meses, após uma cobertura sensacionalista de um incidente em 1986. Com o aumento das mortes, a imprensa e Associação Austríaca para a Prevenção do Suicídio desenvolveram um manual sobre como os profissionais deveriam abordar o assunto. Com a nova orientação, a taxa de suicídio no metrô austríaco caiu 75% em cinco anos.
Veja abaixo algumas orientações da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) sobre como e quando noticiar esse delicado assunto:
Suicídio: como e quando noticiar?
Muitos evitam, outros deixam o suicídio subentendido. Com a divulgação da morte do apresentador Gilberto Scarpa e de sua namorada, a atriz Cibele Dorsa, o assunto voltou à mídia. A morte do casal foi notícia em quase todos os veículos, a maioria usando a palavra suicídio no corpo do texto. No entanto, recentemente, O Estado de S. Paulo noticiou suicídio no título das matérias “Judoca medalhista olímpica comete suicídio na Áustria” e “Polícia do Rio abre inquérito após suicídio em delegacia”, mas o assunto ainda é polêmico na imprensa.O secretário de redação da Folha de S.Paulo Vinicius Mota diz que o tema “recebe o mesmo tratamento dispensado a qualquer objeto potencial de notícia” do jornal. O Manual da Redação do veículo orienta o jornalista a não omitir "o suicídio quando ele for a causa da morte de alguém".
O poder da mídia
No entanto, de acordo com especialistas, a notícia pode influenciar pessoas vulneráveis e alguns cuidados devem ser tomados. “Pode influenciar sim, não há certeza do grau de influência, mas o assunto é sério o suficiente para que não se experimente. Há também a preocupação de poupar os sobreviventes que podem estar em grande sofrimento e podem ter uma exposição pública que pode aumentar ainda mais a sua dor”, afirma a Dra. Maria Júlia Kovács, autora do livro “Morte e desenvolvimento humano”, professora e coordenadora do Laboratório de Estudos sobre a Morte do Instituto de Psicologia da USP.
Um exemplo é o que aconteceu em Viena na década de 80, quando o metrô da cidade registrou 22 casos de suicídio em 18 meses, após uma cobertura sensacionalista de um incidente em 1986. Com o aumento das mortes, a imprensa e Associação Austríaca para a Prevenção do Suicídio desenvolveram um manual sobre como os profissionais deveriam abordar o assunto. Com a nova orientação, a taxa de suicídio no metrô austríaco caiu 75% em cinco anos.
Veja abaixo algumas orientações da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) sobre como e quando noticiar esse delicado assunto:
quarta-feira, 30 de março de 2011
Paranoia ou realidade?
O Comunique-se divulgou nesta terça a seguinte notícia: Folha antecipa “descanso” de José Alencar, mas demora para noticiar morte. A informação seguia com uma comparação entre a hora que o pré-fato foi divulgado (14h41) - “‘Alencar está se preparando para descansar', diz médico” - para com o momento em que o fato em si fora publicado (15h11). Segundo o portal, esse "hiato" entre os momentos foi o suficiente para que vários outros veículos de relevância nacional dessem o "furo" na Folha: o R7, G1 e Terra foram os primeiros a divulgar a morte (14h53), em segundo veio o UOL (14h55) e depois o Estadão e o IG (14h56).
A dúvida é mais do que recorrente. Em tempos de jornalismo online imediato, a velocidade da divulgação da notícia pode refletir na paranoia dos profissionais ou é a tendência anunciada sendo cumprida pela tecnologia? Existe realmente uma disputa minuto a minuto entre veículos? A informação imediata é mais importante do que a busca por uma gama maior de detalhes? Os veículos entram na briga com as redes sociais? A credibilidade de um portal pode ser abalada por um "furo" semelhante a esse? E a mais importante: o brasileiro se importa com essa diferença de minutos?
Retóricas, as questões servem para mostrar um "novo" ambiente que o jornalismo vive. Pra quem acha que a maior parcela é paranoia, nem tanto assim. A luta pelo "furo" deixou de lado a exclusividade para trazer o tempo corrido. A tecnologia trouxe o imediatismo e também a liberdade de informações. O "furo" de décadas atrás, em que uma informação era exclusiva de um veículo, que a segurava por um dia inteiro, ou mais, perdeu parte das características para essa nova realidade. Hoje, a corrida é pela informação mais rápida. Mas e a credibilidade? Continua. Deve continuar...
A dúvida é mais do que recorrente. Em tempos de jornalismo online imediato, a velocidade da divulgação da notícia pode refletir na paranoia dos profissionais ou é a tendência anunciada sendo cumprida pela tecnologia? Existe realmente uma disputa minuto a minuto entre veículos? A informação imediata é mais importante do que a busca por uma gama maior de detalhes? Os veículos entram na briga com as redes sociais? A credibilidade de um portal pode ser abalada por um "furo" semelhante a esse? E a mais importante: o brasileiro se importa com essa diferença de minutos?
Retóricas, as questões servem para mostrar um "novo" ambiente que o jornalismo vive. Pra quem acha que a maior parcela é paranoia, nem tanto assim. A luta pelo "furo" deixou de lado a exclusividade para trazer o tempo corrido. A tecnologia trouxe o imediatismo e também a liberdade de informações. O "furo" de décadas atrás, em que uma informação era exclusiva de um veículo, que a segurava por um dia inteiro, ou mais, perdeu parte das características para essa nova realidade. Hoje, a corrida é pela informação mais rápida. Mas e a credibilidade? Continua. Deve continuar...
quinta-feira, 3 de março de 2011
Exemplo: Carro de grande emissora bloqueia guia de acesso para portadores de deficiência
A foto foi tirada por Ricardo Antoniassi e enviada para o vc repórter, do portal Terra. A imagem mostra que de nada adianta conscientizar a população sobre um problema recorrente das grandes cidades se o próprio vetor de conscientização não coloca o ideal em vigor. A imagem foi retratada no dia 28 de fevereiro, na avenida Princesa Isabel, no Brooklin, em São Paulo.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Repórter beija micareteiro e tira o cara do zero
O vídeo muito lembra a situação do micareteiro que processou a prefeitura por não ter beijado ninguém na micareta. Nesse caso, o festeiro estava no zero, mas teve a ajuda de repórter da Band. Pelo menos não vai ter processo...
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Reportagem sobre o Brasil no "60 Minutes": Estrela em crescimento
Em dezembro de 2010, o programa norte-americano "60 Minutes", um dos jornalísticos mais respeitados do ocidente, fez uma reportagem sobre o crescimento do Brasil nos últimos anos, especialmente os que se referem ao governo Lula. Em alguns momentos, as informações estão longe da realidade e maqueiam o que realmente a população vive, principalmente sobre a questão da pobreza. Como fontes, participaram Lula, o empresário Ekie Batista e o jornalista e escritor Eduardo Bueno.
Com um olhar mais crítico, nada mais é do que um material literalmente feito "para inglês ver" e, obviamente, mostra aquilo que quer mostrar. A comparação de Brasília com "uma cidade futurista aos moldes dos Jetsons" foi bastante infundada e cômica, principalmente em relação aos problemas violentos da capital do país e logicamente da corrupção sem limites da política...
Com um olhar mais crítico, nada mais é do que um material literalmente feito "para inglês ver" e, obviamente, mostra aquilo que quer mostrar. A comparação de Brasília com "uma cidade futurista aos moldes dos Jetsons" foi bastante infundada e cômica, principalmente em relação aos problemas violentos da capital do país e logicamente da corrupção sem limites da política...
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
O rumo da história modificado por dois repórteres
A figura quase mítica da dupla é perfeita para inspirar jovens repórteres à investigação e os mais experientes à não desilusão. Com a queda do diploma de jornalismo no Brasil, muito se perdeu da paixão em exercer a profissão. Nada mais justo, visto que, independente do discurso envolver grandes conglomerados de mídia e a falta de especialização para assinar uma produção jornalística, o fato repercute como desvalorização da profissão. No entanto, esse deve ser um espírito passageiro...
Woodward e Bernstein estão aí para mostrar que a profissão vai além de publicar notas em um jornal, mas influenciar na vida das pessoas. Assim como eles, existem milhares. Não importa o veículo, mas penso que, a profissão, sendo exercida com responsabilidade e ética, pode refletir na vida daqueles que realmente precisam da imprensa para buscar seus direitos: o povo.
Esse espírito deve estar na mente de qualquer aluno de faculdade. No entanto, não é isso que é visto. Pelo contrário. Em qualquer turma de jornalismo, poucos se tornam repórteres ou vão para as redações. Talvez por gosto em outros ramos da comunicação social ou mesmo falta de incentivo. Percebo que a segunda opção é mais evidente. Até porque, carreira acadêmica e mercado profissional são dois ramos bastante divergentes, em que para seguir um, é quase como eliminar o outro.
Embora ache que as coisas estejam mudando e que mais profissionais tenham criado um interesse em ensinar, o incentivo para esse jornaliismo ainda é baixo...
Na continuação, vídeos sobre o caso Watergate - adaptações para o cinema - e a revelação de uma das maiores fontes que já se pronunciou: o Garganta Profunda.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
O vestibular de ontem e o de hoje...
Lendo a matéria "Um teste brutal de fibra para quem quer entrar na faculdade", de Larry Rohter, para o New York Times, escrita em 29 de dezembro de 2000, sobre o vestibular como a única e penosa maneira de ingressar em uma faculdade no Brasil, acabou por me levar parar a consequente questão: como está esse processo uma década depois?
Tal matéria está documentada no livro "Deu no New York Times", do repórter, que oferece seus pontos de vista em diversos momentos como correspondente do jornal norte-americano em nosso país.
Naquela época, como ele mesmo escreve e muitos se lembram, de fato, a única porta de entrada para uma faculdade era o vestibular - salvo engano nem o Pism (vestibular seriado) firmava como opção. Terminado o ensino médio, o garoto, geralmente fazia um ano de cursinho preparatório para então, tentar uma vaga na universidade preterida. Os tempos mudaram e hoje, além do vestibular tradicional temos o já citado Pism, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o Prouni (Programa Universidade para Todos), o Sisu (Sistema Seletivo Unificado) e o sistema de cotas.
Ainda com Rohter, sua matéria enfoca a tensão - pré, durante e pós - na realização das provas e a praticidade na forma unificada de ingresso americana, o Scholastic Aptitude Test, exame com proposta semelhante ao nosso Enem. Por coincidência, o repórter já antecipava o próximo passo de nosso sistema de ensino, mesmo que jamais pudesse antecipar os problemas vividos nesse e no último ano. Quem não se lembra dos vazamentos de provas e da redação do Enem e da lentidão e possibilidade de adulteração de dados pela internet do Sisu. Além da corrupção do Prouni favorecendo alunos fora da abrangência do programa.
Tal matéria está documentada no livro "Deu no New York Times", do repórter, que oferece seus pontos de vista em diversos momentos como correspondente do jornal norte-americano em nosso país.
Naquela época, como ele mesmo escreve e muitos se lembram, de fato, a única porta de entrada para uma faculdade era o vestibular - salvo engano nem o Pism (vestibular seriado) firmava como opção. Terminado o ensino médio, o garoto, geralmente fazia um ano de cursinho preparatório para então, tentar uma vaga na universidade preterida. Os tempos mudaram e hoje, além do vestibular tradicional temos o já citado Pism, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o Prouni (Programa Universidade para Todos), o Sisu (Sistema Seletivo Unificado) e o sistema de cotas.
Ainda com Rohter, sua matéria enfoca a tensão - pré, durante e pós - na realização das provas e a praticidade na forma unificada de ingresso americana, o Scholastic Aptitude Test, exame com proposta semelhante ao nosso Enem. Por coincidência, o repórter já antecipava o próximo passo de nosso sistema de ensino, mesmo que jamais pudesse antecipar os problemas vividos nesse e no último ano. Quem não se lembra dos vazamentos de provas e da redação do Enem e da lentidão e possibilidade de adulteração de dados pela internet do Sisu. Além da corrupção do Prouni favorecendo alunos fora da abrangência do programa.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
"State of Play" ou "Intrigas de Estado"?
"State of Play" é um seriado de TV (BBC) inglês de 2003 que conta a história de um jornal que investiga a morte de uma mulher no metrô. No entanto, a partir da investigação inicial da dupla de repórteres Cal McCaffrey (John Simm) e Della Smith (Kelly Macdonald), foi descoberta a ligação da morte com o assassinato de um usuário de crack. Além do mesmo assassino também ter acertado um motoboy que presenciou a cena. Nenhum spoilers, essas são as cenas iniciais da série.
Em 2009, Hollywood transformou "State of Play" em "Intriga de Estado", um longa que condensava a complexa história de seis episódios em duas horas (2/4 do original). Na película, estrelada por Russell Crowe (Cal) e Rachel McAdams (Della), o enredo é basicamente o mesmo, óbvio, com adaptações de público e de tempo. Pelo mundo, "Intrigas" rendeu aos cofres da Universal US$ 87 milhões. Para as duas empreitadas, sucesso de crítica.
De um plot simples as investigações dos repórteres partem para relações conspiratórias políticas, proteção de vítimas, ação policial e para os jornalistas, uma experiência pouco retratada em filmes norte-americanos: a realidade da profissão e o verdadeiro jornalismo investigativo. No longa, o ambiente de uma redação jornalística e as conversas entre os membros do time que investiga o caso não são tão detalhadas, mas na série, é como se fosse real e verdadeiro.
Gaúcho: o que perguntar?
Bola do pé de Ronaldo e passe brilhante. Coisa que os flamenguistas, assim como eu, não vemos há muito tempo. Ta certo que ele poderia ter marcado logo seu primeiro gol. O que, com certeza, levaria os 40 mil torcedores rubro-negros à loucura. No entanto, R10 ficou só nos passes para os companheiros e versatilidade nas bolas paradas. Claro, se o ataque flamenguista tivesse um pouco da desenvoltura de Ronaldo o placar não ficaria em um só gol. Mas, isso, o tempo ainda há de curar. Assim esperamos.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Super Notícia tira Folha do topo após 24 anos
Já tinha ouvido bastante especialista e também por conclusões próprias a ideia de que o jornal popular estaria substituindo o formato tradicional. Agora, dados comprovam essa "teoria". Segundo o Instituto Verificador de Circulação (IVC), através do Comunique-se, o Super Notícia - popularesco voltado para as classes C, D e E - ocupou em 2010, 6,93% do mercado, enquanto a Folha abocanhou 6,90%. A média de circulação do jornal mineiro foi de 295.701 edições, contra 294.498 exemplares do periódico paulista.A liderança da Folha era inabalada desde 1986. De fato, são públicos diferentes e esse resultado de popularidade traz mais conclusões acerca da sociedade do que para as empresas de comunicação dos veículos. Ao meu ver, o primeiro ponto destoante que pode ter alavancado essas vendas é o valor dos jornais. O Super custa R$ 0,25 e a Folha, salve engano (acompanho pela internet), R$ 2. Para um brasileiro médio, por exemplo, uma edição diária da Folha, em um mês, pesa bastante no orçamento. Já o Super, nem tanto.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Paciente tem perna quebrada imobilizada com garrafas pet no HPS
Pra quem viu ou achou curiosa a situação, de nada estranha aos juiz-foranos. Quem mora na cidade ou conhece a Saúde do lugar, espera até coisa pior. Mas garrafa pet como instrumento de pressão já é um pouco demais. Engraçado é a resposta do município dizendo que isso é normal. Imagino que no Camboja esse procedimento seja até natural. Vale muito à pena o vídeo.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Ex-candidatos ainda fazem uso do Twitter
Decisiva para o segundo turno nas eleições, Marina Silva (PV), detentora da tag (etiqueta) #ondaverde – responsável por manter o nome da ex-candidata nos tópicos mais quentes da rede social – também superou a atual presidente no quesito “popularidade” (353.378 seguidores) e no contato com a audiência (2.029 mensagens). Para o cientista político Paulo Roberto Figueira Leal, essa utilização, freqüente ou não, da rede social está ligado ao perfil dos candidatos, visto que a adoção do Twitter por alguns deveu-se justamente para a campanha.
“A Dilma, por exemplo, deve diminuir o contato até por conta do acúmulo de responsabilidade. O Serra já utilizava o instrumento antes da campanha se iniciar”, salienta. Sobre a tomada, não apenas dos presidenciáveis, pelas redes sociais, o cientista político destaca que essa é uma nova tendência no ambiente político. “Na medida em que uma parcela maior da sociedade vai para o mundo digital, existe a necessidade maior de se falar para esta fatia”, conclui.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Políticos fazem o que sabem de melhor...enrolar
Em uma reunião hoje, entre o Conselho Político, que reúne líderes partidários no Congresso com o Presidente da República, que seria de portas fechadas, o áudio estava aberto e toda a conversa vazou para a sala de imprensa no Palácio do Planalto. O SBT fez uma matéria com uns pontos mais relevantes, que revelou "um pouco" de como esses políticos são, "de portas fechadas".
Dois pontos chamaram a atenção: o salário mínimo e a PEC 300. Sobre o salário, a conversa revelou que, de fato, é possível aumentar o valor para além dos R$ 540 propostos no começo da semana, mas que isso irá, no futuro, trazer um rombo na economia (o que não traz rombo na economia?). Sobre a Proposta de Emenda Constitucional, que prevê uma equiparação salarial de policiais em todo o país, a discussão foi sobre não "enrolar" mais o pessoal, como foi dito, já que uma greve nacional é preparada para o início do ano.
Ainda sobre esse assunto, para exemplificar, os delegados do Distrito Federal recebem R$ 13.000 e os agentes, R$ 6.600. Em Minas Gerais, o valor cai para R$ 4.500 e R$ 1.600, respectivamente. De fato, uma greve nacional pode prejudicar muito o povo. Principalmente em relação ao quesito "enrolar" dos políticos. Assista ao vídeo. No final, o ministro das relações Institucionais, Alexandre Padilha, ainda ironizou o vazamento.
Dois pontos chamaram a atenção: o salário mínimo e a PEC 300. Sobre o salário, a conversa revelou que, de fato, é possível aumentar o valor para além dos R$ 540 propostos no começo da semana, mas que isso irá, no futuro, trazer um rombo na economia (o que não traz rombo na economia?). Sobre a Proposta de Emenda Constitucional, que prevê uma equiparação salarial de policiais em todo o país, a discussão foi sobre não "enrolar" mais o pessoal, como foi dito, já que uma greve nacional é preparada para o início do ano.
Ainda sobre esse assunto, para exemplificar, os delegados do Distrito Federal recebem R$ 13.000 e os agentes, R$ 6.600. Em Minas Gerais, o valor cai para R$ 4.500 e R$ 1.600, respectivamente. De fato, uma greve nacional pode prejudicar muito o povo. Principalmente em relação ao quesito "enrolar" dos políticos. Assista ao vídeo. No final, o ministro das relações Institucionais, Alexandre Padilha, ainda ironizou o vazamento.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Leatherface brasileiro
A manchete do Meia Hora - "Covardão do TCP fez massacre da serra elétrica" - relembrou outros fatos semelhantes e um tanto quanto inusitados. Com alusão ao filme homônimo da década de 70 - que virou trilogia clássica e em 2000 e 2003, ganhou uma refilmagem e continuação - o massacre da serra elétrica no Morro da Serrinha (sem trocadilho) traz mais do que a imagem de Leatherface, mas uma lista de outras armas inusitadas que já foram apreendidas.
Nos filmes de Hollywood, a crueldade e criatividade de assassinos é quase celebrada como troféu, visto que o telespectador sabe que aquilo é puramente entretenimento. Quando, em "Tropa de Elite", utilizaram um saco plástico e um cabo de vassoura para torturar em busca de informações, a atenção - tensão, mais apropriado - aumentou, já que a representação da realidade é nacional. Mais a fundo do que o cinema temos a realidade carioca. Não é mistério que o crime no RJ é assunto muito sério. Basta ver qualquer telejornal.
Mas, "Massacre da Serra Elétrica" é só o começo, levando em consideração que outros objetos também tentaram imitar a arte dos cinemas. Uma das mais famosas foi uma espada no estilo "He-Man" encontrada em 2007, por policiais civis na favela Pavão-Pavãozinho. Alémm dessa, também teve bastão elétrico, minas terrestres, jacarés, bazucas, arco e flecha, explosivo C4 e um fuzil AK 47 dourado. Confira a galeria:
Nos filmes de Hollywood, a crueldade e criatividade de assassinos é quase celebrada como troféu, visto que o telespectador sabe que aquilo é puramente entretenimento. Quando, em "Tropa de Elite", utilizaram um saco plástico e um cabo de vassoura para torturar em busca de informações, a atenção - tensão, mais apropriado - aumentou, já que a representação da realidade é nacional. Mais a fundo do que o cinema temos a realidade carioca. Não é mistério que o crime no RJ é assunto muito sério. Basta ver qualquer telejornal.
Mas, "Massacre da Serra Elétrica" é só o começo, levando em consideração que outros objetos também tentaram imitar a arte dos cinemas. Uma das mais famosas foi uma espada no estilo "He-Man" encontrada em 2007, por policiais civis na favela Pavão-Pavãozinho. Alémm dessa, também teve bastão elétrico, minas terrestres, jacarés, bazucas, arco e flecha, explosivo C4 e um fuzil AK 47 dourado. Confira a galeria:
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Preconceito no Twitter vira caso de justiça
Logo após o resultado do segundo turno das eleições e a vitória de Dilma Rousseff, a estudante de Direito Mayara Petruso postou um comentário no Twitter manifestando seu descontentamento com a vitória petista e atribuindo tal fato aos nordestinos. Isso, porque, segundo veículos de imprensa, a região teve grande participação de votos em favor de Dilma, o que representou forte percentual em sua eleição.
No entanto, a estudante foi preconceituosa nos seguintes dizeres: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!". Outros usuários da rede social também se manifestaram: "Tinham que separar o Nordeste e os bolsas vadio do Brasil" e "Construindo câmara de gás no Nordeste matando geral". Até acredito que tenha sido uma brincadeira, mas jamais poderia passar em branco. A Ordem dos Advogados do Brasil, seção Pernambuco, entrou nesta quarta-feira com uma representação criminal contra a estudante e o Ministério Público Federal (MPF) poderá abrir investigação no caso. A procuradora regional de São Paulo, Janice Ascari, encaminhou um ofício ao MPF, também na quarta, com a cópia das frases postadas pela universitária.
Para muitos internautas que acham que esse tipo de brincadeira é inofensiva e a tela do computador é o suficiente para protegê-los, estão muito enganados. O comentário da estudante pode responder por crime de racismo - pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa - e incitação pública de prática de crime - pena é detenção de três a seis meses, ou multa -, no caso, homicídio. Via Comunique-se e Portal Imprensa
No entanto, a estudante foi preconceituosa nos seguintes dizeres: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!". Outros usuários da rede social também se manifestaram: "Tinham que separar o Nordeste e os bolsas vadio do Brasil" e "Construindo câmara de gás no Nordeste matando geral". Até acredito que tenha sido uma brincadeira, mas jamais poderia passar em branco. A Ordem dos Advogados do Brasil, seção Pernambuco, entrou nesta quarta-feira com uma representação criminal contra a estudante e o Ministério Público Federal (MPF) poderá abrir investigação no caso. A procuradora regional de São Paulo, Janice Ascari, encaminhou um ofício ao MPF, também na quarta, com a cópia das frases postadas pela universitária.
Para muitos internautas que acham que esse tipo de brincadeira é inofensiva e a tela do computador é o suficiente para protegê-los, estão muito enganados. O comentário da estudante pode responder por crime de racismo - pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa - e incitação pública de prática de crime - pena é detenção de três a seis meses, ou multa -, no caso, homicídio. Via Comunique-se e Portal Imprensa
sábado, 30 de outubro de 2010
Felipão, Lula e o nariz de palhaço
O efeito Dunga estaria adentrando os clubes nacionais? Acho que não. Mas vale a pena relembrar aquele momento na Copa do Mundo em que o ex-técnico canarinho criou discórdia entre os jornalistas, mediante a cobrança e questionamentos desses sobre a Seleção. Essa semana, o técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, chamou os jornalistas de palhaços quando eles perguntaram sobre a condição física do meia Valdívia. A represália seria por contta de tais perguntas, segundo o técnico, serem mais direcionadas para o médico da equipe.
Hoje, em retaliação, os jornalistas que estavam em São Paulo, para o jogo do Palmeiras contra o Goiás, recepcionaram o time com narizes de palhaços. O técnico viu e riu. No entanto, essa chamada, além de cômica e irônica, também serve para lembrar para esses profissionais que os questionamentos são nada mais do que os mesmos da população. Acima do repórter ter que estar com o material pronto na redação, o conteúdo é para o interessado, não para o profissional. Se situações como essa começam a se proliferar, quem mais sai prejudicado é o povo, que perde na informação.
Hoje, em retaliação, os jornalistas que estavam em São Paulo, para o jogo do Palmeiras contra o Goiás, recepcionaram o time com narizes de palhaços. O técnico viu e riu. No entanto, essa chamada, além de cômica e irônica, também serve para lembrar para esses profissionais que os questionamentos são nada mais do que os mesmos da população. Acima do repórter ter que estar com o material pronto na redação, o conteúdo é para o interessado, não para o profissional. Se situações como essa começam a se proliferar, quem mais sai prejudicado é o povo, que perde na informação.
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