quarta-feira, 4 de maio de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Documentário sobre a pornochanchada na Boca do Lixo
Nada de sexo explícito. O que começou com um cinema de baixíssimo custo com mulheres nuas e cenas insinuantes, introduziu boa parte do que o cinema brasileiro é hoje. Pra quem pensa que a pornochanchada é referente a filmes pornográficos, está errado. Na verdade, a decadência do gênero veio justamente com a chegada dos pornôs americanos no país, durante o período da ditadura.
A pornochanchada foi comum na década de 1970, tendo na região paulistana conhecida como Boca do Lixo, um dos seus maiores afluentes. Entre os atores que foram revelados no gênero, estão Sônia Braga, Nádia Lippi, Antonio Fagundes, Reginaldo Faria e Vera Fischer. O documentário "Do Triunfo à Queda do Império Vitoriano", que retrata esse período, foi feito em 2010 por alunos da Universidade Metodista de São Paulo.
A pornochanchada foi comum na década de 1970, tendo na região paulistana conhecida como Boca do Lixo, um dos seus maiores afluentes. Entre os atores que foram revelados no gênero, estão Sônia Braga, Nádia Lippi, Antonio Fagundes, Reginaldo Faria e Vera Fischer. O documentário "Do Triunfo à Queda do Império Vitoriano", que retrata esse período, foi feito em 2010 por alunos da Universidade Metodista de São Paulo.
Exemplo de honestidade é raro no Brasil, mas existe...
O motorista de ônibus Joilson Chagas, de 31 anos, encontrou uma pacote com um celular, documentos e a quantia de R$ 74.800,00 no coletivo em que trabalha. Ele tem um filho de 14 anos, uma esposa grávida e perdeu a casa nas chuvas no Rio de Janeiro. Poderia ser a solução para seus problemas, mas, ao contrário de comprar uma casa nova, quitar dívidas, investir na educação dos filhos ou gastar o dinheiro com futilidades, ele devolveu.
Sim, isso aconteceu no Brasil. A quantia era de um agricultor que havia vendido o carro para pagar um tratamento de saúde para a filha. O motorista ainda recurou R$ 2 mil de recompensa. É minha gente, existem pessoas honestas. E como ele disse, "é bom a gente usufruir do que é nosso." Os mensaleiros e corruptos de Brasília podiam tomar ele como exemplo.
Sim, isso aconteceu no Brasil. A quantia era de um agricultor que havia vendido o carro para pagar um tratamento de saúde para a filha. O motorista ainda recurou R$ 2 mil de recompensa. É minha gente, existem pessoas honestas. E como ele disse, "é bom a gente usufruir do que é nosso." Os mensaleiros e corruptos de Brasília podiam tomar ele como exemplo.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
'Meia Hora' se supera na luta contra o crime
"Policial que prender três vagabundos pede música no Meia Hora". Com a manchete de sábado, o jornal direcionado para as classes C e D chegou em um patamar de criatividade difícil de ser alcançado. Beirando o cômico, mas chamando a atenção para um problema real - a violência - o Meia fez uma alusão ao quadro esportivo já consolidado no Fantástico para lançar sua própria versão da campanha. Inclusive com o vídeo do policial pedindo a tal música, que foi o hino da Polícia Militar.
Com bom humor, apelação na imagem de crimes ou situações constrangedoras, uma coisa ninguém pode negar: a criatividade do jornal é fora do comum. O jornalista Roberto Kaz escreveu a matéria "Mulher Filé dá capilé a repórter nerd" para a revista Piauí e revelou o processo de criação de uma das manchetes mais brilhantes: "Depois da briga e da separação. Luana não tem mais [foto de Dado] em casa."
"A notícia já havia sido divulgada em blogs e sites na noite anterior, mas para o Meia Hora, o tablóide carioca que vive de manchetes bem-humoradas e abordagens inusitadas, ainda era a melhor opção para a primeira página do dia seguinte. 'Tenho que perfumar as notícias todos os dias', disse o editor-executivo Henrique Freitas. Era preciso bolar um título que, além de requentar a fofoca, fosse intrigante e fizesse os leitores rirem. A resposta veio em uma mensagem enviada por um dos editores, Humberto Tziolas, que havia passado a noite em claro pensando em uma saída. 'Genial. Vou manchetar isso', disse Freitas ao abrir sua caixa de e-mails. O 'isso' em questão era: 'Luana não tem mais Dado em casa', diz o trecho da reportagem.
Além do humor, a interatividade com o leitor é alta e séria. Com a subida das Forças Armadas e da polícia nas operações de pacificação nos morros cariocas, o jornal estampou o rosto dos foragidos e telefones para que a população pudesse fazer denúncias. Para alguns pode não estar de acordo com o dito "jornalismo sério", mas cumpre bem o papel de informar e levar a mensagem diretamente, prestando um serviço público diferenciado. Em qualquer jornal impresso a função da capa é vender o jornal. No início do ano, o Instituto Verificador de Circulação (IVC) divulgou uma pesquisa que colocou o Meia Hora na sétima colocação de jornais mais vendidos do país, com média de 157.654 edições naquele ano. A fórmula está funcionando.
Na continuação, algumas capas do jornal
Com bom humor, apelação na imagem de crimes ou situações constrangedoras, uma coisa ninguém pode negar: a criatividade do jornal é fora do comum. O jornalista Roberto Kaz escreveu a matéria "Mulher Filé dá capilé a repórter nerd" para a revista Piauí e revelou o processo de criação de uma das manchetes mais brilhantes: "Depois da briga e da separação. Luana não tem mais [foto de Dado] em casa."
"A notícia já havia sido divulgada em blogs e sites na noite anterior, mas para o Meia Hora, o tablóide carioca que vive de manchetes bem-humoradas e abordagens inusitadas, ainda era a melhor opção para a primeira página do dia seguinte. 'Tenho que perfumar as notícias todos os dias', disse o editor-executivo Henrique Freitas. Era preciso bolar um título que, além de requentar a fofoca, fosse intrigante e fizesse os leitores rirem. A resposta veio em uma mensagem enviada por um dos editores, Humberto Tziolas, que havia passado a noite em claro pensando em uma saída. 'Genial. Vou manchetar isso', disse Freitas ao abrir sua caixa de e-mails. O 'isso' em questão era: 'Luana não tem mais Dado em casa', diz o trecho da reportagem.
Além do humor, a interatividade com o leitor é alta e séria. Com a subida das Forças Armadas e da polícia nas operações de pacificação nos morros cariocas, o jornal estampou o rosto dos foragidos e telefones para que a população pudesse fazer denúncias. Para alguns pode não estar de acordo com o dito "jornalismo sério", mas cumpre bem o papel de informar e levar a mensagem diretamente, prestando um serviço público diferenciado. Em qualquer jornal impresso a função da capa é vender o jornal. No início do ano, o Instituto Verificador de Circulação (IVC) divulgou uma pesquisa que colocou o Meia Hora na sétima colocação de jornais mais vendidos do país, com média de 157.654 edições naquele ano. A fórmula está funcionando.
Na continuação, algumas capas do jornal
domingo, 10 de abril de 2011
Mídia encontra seu motivo para o massacre em Realengo
Na busca incessante por uma explicação para o massacre ocorrido na semana passada em uma escola municipal em Realengo, Rio de Janeiro, em que um ex-aluno matou 12 crianças e deixou outras tantas feridas, finalmente a mídia encontrou a motivação para o crime. Em matéria veiculada pelo Globo, os repórteres citam, a partir das investigações policiais e quebra de sigilo eletrônico, que o atirador Wellington Menezes de Oliveira, 23, postava em um blog "mensagens desconexas sobre religião e jogos como GTA e Counter Strike (CS)".
Até aí tudo bem, são informações adicionais sobre o acontecimento. No entanto, a explicação "jornalística" que segue é um claro exemplo de sensacionalismo e total falta de informação sobre os games em questão. "(...) os investigadores conseguiram rastrear um blog feito por Wellington, que usava a página na Internet para disseminar mensagens desconexas sobre religião e jogos como GTA e Counter Strike (CS), onde o jogador municia a arma com auxílio de um Speed Loader, um carregador rápido para revólveres, usado por ele no massacre de alunos na Escola Municipal Tasso da Silveira. Nos dois jogos, acumula mais pontos quem matar mulheres, crianças e idosos", diz o trecho da matéria.
Pra qualquer um que tem um senso de crítica um pouco mais apurado, entende que as informações são equivocadas e tendem a encontrar um motivo para o massacre. A simples explicação de que não houve motivo "pão e circo" para o ataque ou, que nunca será descoberto, não satisfaz a mídia. Lembremos que, além dos games, nessa semana, tiveram também o bullying, o islamismo e o "isolamento" do atirador. Outra questão, levantada pelos sites de games Gizmodo e Kotaku, é que, simplesmente, a informação sobre os jogos está errada. Não existiria Speed Loader no Countyer Strike e muito menos matar mulheres, crianças e idosos acumularia pontos nos jogos.
Em outra matéria, publicada pela Veja, os depoimentos dos personagens também fazem alusão à vida reservada de Wellington e sua ligação com os jogos online. "A infância de Wellington aconteceu quase inteira dentro de casa. A vizinha de muro Deise dos Santos, de 59 anos, consegue ver a casa onde Wellington passou a infância e a adolescência. 'Ele brincava no quintal, sozinho', conta. Mais velho, ele descobriu a internet e, a partir daí, formou-se de vez o seu casulo. Na Rua Jequitinhonha, Guilherme Boniole, de 28 anos, foi o único que disse que conversava com Wellington, principalmente quando os dois eram testemunhas de Jeová. 'Falávamos sobre jogos de computador. Ele gostava de Counter Strike (jogo de tiros)', revela Guilherme", diz o trecho da reportagem.
Mesmo com a explicação pífia e tendenciosa sobre o jogo, essa informação acrescenta ao perfil do atirador. Para os mais xiitas que pensam que a mídia culpa jogos eletrônicos por qualquer massacre ocorrido no mundo, deve reconhecer que, se um assassino tem a presença frequente em jogos violentos, isso é um traço de seu caráter. Ninguém pode garantir que o game teve influência em suas ações. Mas também ninguém pode dizer que não teve.
O errado é jogar a culpa em um jogo eletrônico e penalizar toda uma geração, conforme Projeto de Lei 7320/10, de autoria do deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR), que tramita na Câmara Federal. Nele estão previstas a proibição da produção, da importação, da comercialização e da locação de jogos com cenas de nudez, sexo, pedofilia, violência ou apologia a crimes. Segundo a Info Online, o autor argumentou que os videogames violentos podem estar formando uma geração de pessoas "insensíveis ao sofrimento".
Queria ver um deputado proibir as cenas de nudez e violência no cinema brasileiro, novelas, programas de auditório e programas policiais sensacionalistas. Ou mesmo tentar barrar a entrada de filmes hollywoodianos com essas características no Brasil.
Confira alguns casos em que os games foram culpados por ações criminosas:
Câmara fecha o cerco contra games violentos
A construção de um monstro: na infância, humilhações e solidão; na juventude, jogos de tiro no computador
GTA é proibido em todo o mundo, segundo determina liminar brasileira
Army os Two estimulando encontros homossexuais
Projeto de Lei do Senado n° 170/06 volta a ameaçar os video games no Brasil
Counter Strike e Everquest estão proibidos no Brasil
Mídia culpa propagandas de GTA IV por assassinatos em Chicago
TV Record acusa games de propagar a violência
Governo Venezuelano culpa Games por violência e bane jogos com armas do país
Até aí tudo bem, são informações adicionais sobre o acontecimento. No entanto, a explicação "jornalística" que segue é um claro exemplo de sensacionalismo e total falta de informação sobre os games em questão. "(...) os investigadores conseguiram rastrear um blog feito por Wellington, que usava a página na Internet para disseminar mensagens desconexas sobre religião e jogos como GTA e Counter Strike (CS), onde o jogador municia a arma com auxílio de um Speed Loader, um carregador rápido para revólveres, usado por ele no massacre de alunos na Escola Municipal Tasso da Silveira. Nos dois jogos, acumula mais pontos quem matar mulheres, crianças e idosos", diz o trecho da matéria.
Pra qualquer um que tem um senso de crítica um pouco mais apurado, entende que as informações são equivocadas e tendem a encontrar um motivo para o massacre. A simples explicação de que não houve motivo "pão e circo" para o ataque ou, que nunca será descoberto, não satisfaz a mídia. Lembremos que, além dos games, nessa semana, tiveram também o bullying, o islamismo e o "isolamento" do atirador. Outra questão, levantada pelos sites de games Gizmodo e Kotaku, é que, simplesmente, a informação sobre os jogos está errada. Não existiria Speed Loader no Countyer Strike e muito menos matar mulheres, crianças e idosos acumularia pontos nos jogos.
Em outra matéria, publicada pela Veja, os depoimentos dos personagens também fazem alusão à vida reservada de Wellington e sua ligação com os jogos online. "A infância de Wellington aconteceu quase inteira dentro de casa. A vizinha de muro Deise dos Santos, de 59 anos, consegue ver a casa onde Wellington passou a infância e a adolescência. 'Ele brincava no quintal, sozinho', conta. Mais velho, ele descobriu a internet e, a partir daí, formou-se de vez o seu casulo. Na Rua Jequitinhonha, Guilherme Boniole, de 28 anos, foi o único que disse que conversava com Wellington, principalmente quando os dois eram testemunhas de Jeová. 'Falávamos sobre jogos de computador. Ele gostava de Counter Strike (jogo de tiros)', revela Guilherme", diz o trecho da reportagem.
Mesmo com a explicação pífia e tendenciosa sobre o jogo, essa informação acrescenta ao perfil do atirador. Para os mais xiitas que pensam que a mídia culpa jogos eletrônicos por qualquer massacre ocorrido no mundo, deve reconhecer que, se um assassino tem a presença frequente em jogos violentos, isso é um traço de seu caráter. Ninguém pode garantir que o game teve influência em suas ações. Mas também ninguém pode dizer que não teve.
O errado é jogar a culpa em um jogo eletrônico e penalizar toda uma geração, conforme Projeto de Lei 7320/10, de autoria do deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR), que tramita na Câmara Federal. Nele estão previstas a proibição da produção, da importação, da comercialização e da locação de jogos com cenas de nudez, sexo, pedofilia, violência ou apologia a crimes. Segundo a Info Online, o autor argumentou que os videogames violentos podem estar formando uma geração de pessoas "insensíveis ao sofrimento".
Queria ver um deputado proibir as cenas de nudez e violência no cinema brasileiro, novelas, programas de auditório e programas policiais sensacionalistas. Ou mesmo tentar barrar a entrada de filmes hollywoodianos com essas características no Brasil.
Confira alguns casos em que os games foram culpados por ações criminosas:
Câmara fecha o cerco contra games violentos
A construção de um monstro: na infância, humilhações e solidão; na juventude, jogos de tiro no computador
GTA é proibido em todo o mundo, segundo determina liminar brasileira
Army os Two estimulando encontros homossexuais
Projeto de Lei do Senado n° 170/06 volta a ameaçar os video games no Brasil
Counter Strike e Everquest estão proibidos no Brasil
Mídia culpa propagandas de GTA IV por assassinatos em Chicago
TV Record acusa games de propagar a violência
Governo Venezuelano culpa Games por violência e bane jogos com armas do país
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Entenda o porquê, ou não, de se divulgar "suicídio"
O post é um copy da matéria escrita por Izabela Vasconcelos, no Comunique-se, que expõe uma difícil questão do jornalismo: noticiar suicídio.
O secretário de redação da Folha de S.Paulo Vinicius Mota diz que o tema “recebe o mesmo tratamento dispensado a qualquer objeto potencial de notícia” do jornal. O Manual da Redação do veículo orienta o jornalista a não omitir "o suicídio quando ele for a causa da morte de alguém".
O poder da mídia
No entanto, de acordo com especialistas, a notícia pode influenciar pessoas vulneráveis e alguns cuidados devem ser tomados. “Pode influenciar sim, não há certeza do grau de influência, mas o assunto é sério o suficiente para que não se experimente. Há também a preocupação de poupar os sobreviventes que podem estar em grande sofrimento e podem ter uma exposição pública que pode aumentar ainda mais a sua dor”, afirma a Dra. Maria Júlia Kovács, autora do livro “Morte e desenvolvimento humano”, professora e coordenadora do Laboratório de Estudos sobre a Morte do Instituto de Psicologia da USP.
Um exemplo é o que aconteceu em Viena na década de 80, quando o metrô da cidade registrou 22 casos de suicídio em 18 meses, após uma cobertura sensacionalista de um incidente em 1986. Com o aumento das mortes, a imprensa e Associação Austríaca para a Prevenção do Suicídio desenvolveram um manual sobre como os profissionais deveriam abordar o assunto. Com a nova orientação, a taxa de suicídio no metrô austríaco caiu 75% em cinco anos.
Veja abaixo algumas orientações da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) sobre como e quando noticiar esse delicado assunto:
Suicídio: como e quando noticiar?
Muitos evitam, outros deixam o suicídio subentendido. Com a divulgação da morte do apresentador Gilberto Scarpa e de sua namorada, a atriz Cibele Dorsa, o assunto voltou à mídia. A morte do casal foi notícia em quase todos os veículos, a maioria usando a palavra suicídio no corpo do texto. No entanto, recentemente, O Estado de S. Paulo noticiou suicídio no título das matérias “Judoca medalhista olímpica comete suicídio na Áustria” e “Polícia do Rio abre inquérito após suicídio em delegacia”, mas o assunto ainda é polêmico na imprensa.O secretário de redação da Folha de S.Paulo Vinicius Mota diz que o tema “recebe o mesmo tratamento dispensado a qualquer objeto potencial de notícia” do jornal. O Manual da Redação do veículo orienta o jornalista a não omitir "o suicídio quando ele for a causa da morte de alguém".
O poder da mídia
No entanto, de acordo com especialistas, a notícia pode influenciar pessoas vulneráveis e alguns cuidados devem ser tomados. “Pode influenciar sim, não há certeza do grau de influência, mas o assunto é sério o suficiente para que não se experimente. Há também a preocupação de poupar os sobreviventes que podem estar em grande sofrimento e podem ter uma exposição pública que pode aumentar ainda mais a sua dor”, afirma a Dra. Maria Júlia Kovács, autora do livro “Morte e desenvolvimento humano”, professora e coordenadora do Laboratório de Estudos sobre a Morte do Instituto de Psicologia da USP.
Um exemplo é o que aconteceu em Viena na década de 80, quando o metrô da cidade registrou 22 casos de suicídio em 18 meses, após uma cobertura sensacionalista de um incidente em 1986. Com o aumento das mortes, a imprensa e Associação Austríaca para a Prevenção do Suicídio desenvolveram um manual sobre como os profissionais deveriam abordar o assunto. Com a nova orientação, a taxa de suicídio no metrô austríaco caiu 75% em cinco anos.
Veja abaixo algumas orientações da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) sobre como e quando noticiar esse delicado assunto:
quinta-feira, 31 de março de 2011
Street Fighter II completa 20 anos
É quase impossível alguém que tenha por volta de duas décadas de existência não conhecer Street Fighter. Lançado em 1991 nos fliperamas, o game é considerado um dos melhores jogos de luta já criados. Se você prefere Mortal Kombat ou The King of Fighters, tudo bem. Mas uma coisa é certa, se não fosse o SF2, nenhum desses games existiria, ou pelo menos não seriam da maneira que são. De onde você imagina que a sequência "meia lua e soco" surgiu?
E nada melhor do que relembrar a série, ou melhor, sua origem. Três anos antes, era lançado o primeiro Street Fighter. Esse sim, conhecido por poucos. O jogo não fez sucesso, mas trouxe a vida os imortais Ryu e Ken. Além do tailandês Sagat - chefão nessa versão.
E nada melhor do que relembrar a série, ou melhor, sua origem. Três anos antes, era lançado o primeiro Street Fighter. Esse sim, conhecido por poucos. O jogo não fez sucesso, mas trouxe a vida os imortais Ryu e Ken. Além do tailandês Sagat - chefão nessa versão.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Legendários entrevista astro de "Todo Mundo Odeia o Chris"
Essa entrevista foi feita pela personagem Teena, do programa Legendários, da rede Record, com o ator da série "Todo Mundo Odeia o Chris", Tyler James Williams. Tirando a interpretação estravagante da personagem, a iniciativa de conversar com o astro de uma série, que vem trazendo bons retornos em audiência ao canal, é muito interessante. Pena que poderia ser mais atrativa e menos figurativa. Mas vale a pena conferir.
Pra quem não sabe, a série, ou sitcom, foi cancelada por baixos índices de audiência. O último episódio, "Todo Mundo Odeia o Supletivo", de número 22 da quarta temporada, foi ao ar em maio de 2009. Depois de "Chris', Tyler teve participações em outras séries, sendo a mais relevante, "House", no décimo episódio da sétima temporada. Atualmente, está na comédia "We the Peoples", filme em pós-produção e, ainda sem data para estreia.
Confira algumas curiosidades sobre a série, via @Minilua
Pra quem não sabe, a série, ou sitcom, foi cancelada por baixos índices de audiência. O último episódio, "Todo Mundo Odeia o Supletivo", de número 22 da quarta temporada, foi ao ar em maio de 2009. Depois de "Chris', Tyler teve participações em outras séries, sendo a mais relevante, "House", no décimo episódio da sétima temporada. Atualmente, está na comédia "We the Peoples", filme em pós-produção e, ainda sem data para estreia.
Confira algumas curiosidades sobre a série, via @Minilua
Paranoia ou realidade?
O Comunique-se divulgou nesta terça a seguinte notícia: Folha antecipa “descanso” de José Alencar, mas demora para noticiar morte. A informação seguia com uma comparação entre a hora que o pré-fato foi divulgado (14h41) - “‘Alencar está se preparando para descansar', diz médico” - para com o momento em que o fato em si fora publicado (15h11). Segundo o portal, esse "hiato" entre os momentos foi o suficiente para que vários outros veículos de relevância nacional dessem o "furo" na Folha: o R7, G1 e Terra foram os primeiros a divulgar a morte (14h53), em segundo veio o UOL (14h55) e depois o Estadão e o IG (14h56).
A dúvida é mais do que recorrente. Em tempos de jornalismo online imediato, a velocidade da divulgação da notícia pode refletir na paranoia dos profissionais ou é a tendência anunciada sendo cumprida pela tecnologia? Existe realmente uma disputa minuto a minuto entre veículos? A informação imediata é mais importante do que a busca por uma gama maior de detalhes? Os veículos entram na briga com as redes sociais? A credibilidade de um portal pode ser abalada por um "furo" semelhante a esse? E a mais importante: o brasileiro se importa com essa diferença de minutos?
Retóricas, as questões servem para mostrar um "novo" ambiente que o jornalismo vive. Pra quem acha que a maior parcela é paranoia, nem tanto assim. A luta pelo "furo" deixou de lado a exclusividade para trazer o tempo corrido. A tecnologia trouxe o imediatismo e também a liberdade de informações. O "furo" de décadas atrás, em que uma informação era exclusiva de um veículo, que a segurava por um dia inteiro, ou mais, perdeu parte das características para essa nova realidade. Hoje, a corrida é pela informação mais rápida. Mas e a credibilidade? Continua. Deve continuar...
A dúvida é mais do que recorrente. Em tempos de jornalismo online imediato, a velocidade da divulgação da notícia pode refletir na paranoia dos profissionais ou é a tendência anunciada sendo cumprida pela tecnologia? Existe realmente uma disputa minuto a minuto entre veículos? A informação imediata é mais importante do que a busca por uma gama maior de detalhes? Os veículos entram na briga com as redes sociais? A credibilidade de um portal pode ser abalada por um "furo" semelhante a esse? E a mais importante: o brasileiro se importa com essa diferença de minutos?
Retóricas, as questões servem para mostrar um "novo" ambiente que o jornalismo vive. Pra quem acha que a maior parcela é paranoia, nem tanto assim. A luta pelo "furo" deixou de lado a exclusividade para trazer o tempo corrido. A tecnologia trouxe o imediatismo e também a liberdade de informações. O "furo" de décadas atrás, em que uma informação era exclusiva de um veículo, que a segurava por um dia inteiro, ou mais, perdeu parte das características para essa nova realidade. Hoje, a corrida é pela informação mais rápida. Mas e a credibilidade? Continua. Deve continuar...
terça-feira, 22 de março de 2011
Quem fala a verdade? Gil Brother ou Hermes e Renato?
A revista Trip fez uma reportagem sobre o paradeiro do comediante Gil "Away" Brother, que acompanhava a galera do Hermes e Renato enquanto estavam na MTV. Pois bem, nessa matéria o Away de Petrópolis alega que trabalhou durante seis anos sem receber um tostão, além de ter sido maltratado. O pessoal do Hermes e Renato, atual Banana Mecânica, retrucaram e deram a resposta no R7. Quem fala a verdade? Ou isso é só um teatro pra trazer mais audiência? Quem será que foi criado a base de leite com pêra? Vai saber...
Matéria da Trip
Matéria da Trip
domingo, 13 de março de 2011
"O Tsunami" ou "A Tsunami"?
Segundo o Dicionário Priberam, tsunami é um substantivo masculino que significa a alteração da superfície do mar, com altura elevada e poder destrutivo na costa, provocada por um sismo, por uma erupção vulcânica ou por um desmoronamento submarino. No entanto, na prática, pode ser interpretado como um substantivo feminino...
sexta-feira, 4 de março de 2011
Quem leva a melhor? Power Ranger verde ou Van Damme?
Seria surreal se não fosse uma situação verídica. Quem não se lembra, no início dos anos 90, a famosa série dos Power Rangers que perdura até hoje dentro e fora do país? A formação original era: Austin St. John (Jason - vermelho), Walter Jones (Zack - preto), Thuy Trang (Trini - amarela), Amy Jo Johnson (Kimberly - rosa), David Yost (Billy - azul) e Jason David Frank (Tommy - verde/branco). Este último, o ranger verde, que posteriormente se tornou branco, virou lutador de MMA e desafiou, ninguém menos, que Jean Claude Van Damme para uma luta séria.Segundo noticiado, a confusão entre eles teria ocorrido há pouco mais de um ano, durante a estreia no filme "Mighty Morphin Power Rangers", em 1995. Frank é lutador profissional e declarou em 2010 que lutaria com o astro de filmes de ação a qualquer hora e em qualquer lugar. "E se ele está com muito medo do octógono (ringue de lutas MMA), eu vou pegá-lo em uma luta de kickboxing", disse. O embate ainda não aconteceu e, claro, jamais acontecerá...
Na continuação o destino dos demais rangers e o episódio "Legacy of Power", que relembra desde a primeira temporada da série.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Exemplo: Carro de grande emissora bloqueia guia de acesso para portadores de deficiência
A foto foi tirada por Ricardo Antoniassi e enviada para o vc repórter, do portal Terra. A imagem mostra que de nada adianta conscientizar a população sobre um problema recorrente das grandes cidades se o próprio vetor de conscientização não coloca o ideal em vigor. A imagem foi retratada no dia 28 de fevereiro, na avenida Princesa Isabel, no Brooklin, em São Paulo.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Repórter beija micareteiro e tira o cara do zero
O vídeo muito lembra a situação do micareteiro que processou a prefeitura por não ter beijado ninguém na micareta. Nesse caso, o festeiro estava no zero, mas teve a ajuda de repórter da Band. Pelo menos não vai ter processo...
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Estudante processa prefeitura por não ter beijado ninguém em micareta
Esta notícia foi publicada em 2007 no Portalcorreio. Não sei se é real ou piada, mas fica valendo pelo curioso e bizarro.
Estudante processa prefeitura por não ter beijado ninguém em micareta
Revoltado por não ter conseguido beijar ninguém em um carnaval fora de época promovido pela Prefeitura de Guararapes do Norte (230 km de Rio Branco - Acre) no último mês de maio, o estudante universitário J. C. A. ajuizou uma ação judicial bastante inusitada. Ele foi à Justiça pedir indenização porque "zerou" na micareta.
JCA pediu indenização por danos morais, alegando que "após quase dez horas de curtição e bebedeira não havia conquistado a atenção de sequer uma das muitas jovens que corriam atrás de um trio elétrico". Ainda segundo o autor, que diagnosticou na falta de organização da Prefeitura a causa de sua queixa, todos os seus amigos saíram da festa com histórias para contar.
Em sua contestação, a Prefeitura de Guararapes do Norte ponderou tratar-se de "demanda inédita, sem qualquer presunção legal possível", porque não caberia a ela qualquer responsabilidade no sentido de "aliciar membros da festividade para a prática de atos lascivos, tanto mais por se tratar de comemoração de caráter familiar, na qual, se houve casos de envolvimento sexual entre os integrantes, estes ocorreram nas penumbras das ladeiras e nas encostas de casarões abandonados, quando não dentro dos mesmos, mas sempre às escondidas".
Apesar da aparente inconsistência da demanda judicial, por seus próprios méritos a ação ainda ganhou força antes de virar objeto de chacota dos moradores da cidade, em virtude do teor da réplica apresentada pelo autor, que contou com um parecer desenvolvido pelo doutrinador local Juvêncio de Farias, asseverando que "sendo objetiva a responsabilidade do Estado, mesmo que este não pudesse interferir na lascívia dos que festejavam, o estudante jamais poderia ter saído tão amuado de um evento público".
Ao autor da demanda, no entanto, como resultado de uma "aventura jurídica" que já entrou para o folclore do município, não restaram apenas consequências nocivas. Afinal, em que pese a sentença que deu cabo ao processo ter julgado a demanda totalmente improcedente, o estudante se saiu vitorioso após ter arranjado como namorada uma funcionária do setor de aconselhamento psicológico do município, que passou a freqüentar por indicação do próprio magistrado responsável pelo encaminhamento do caso.
Segundo a própria Municipalidade, tal acontecimento afetivo ocorreu sem nenhuma participação do Estado.
Estudante processa prefeitura por não ter beijado ninguém em micareta
Revoltado por não ter conseguido beijar ninguém em um carnaval fora de época promovido pela Prefeitura de Guararapes do Norte (230 km de Rio Branco - Acre) no último mês de maio, o estudante universitário J. C. A. ajuizou uma ação judicial bastante inusitada. Ele foi à Justiça pedir indenização porque "zerou" na micareta.
JCA pediu indenização por danos morais, alegando que "após quase dez horas de curtição e bebedeira não havia conquistado a atenção de sequer uma das muitas jovens que corriam atrás de um trio elétrico". Ainda segundo o autor, que diagnosticou na falta de organização da Prefeitura a causa de sua queixa, todos os seus amigos saíram da festa com histórias para contar.
Em sua contestação, a Prefeitura de Guararapes do Norte ponderou tratar-se de "demanda inédita, sem qualquer presunção legal possível", porque não caberia a ela qualquer responsabilidade no sentido de "aliciar membros da festividade para a prática de atos lascivos, tanto mais por se tratar de comemoração de caráter familiar, na qual, se houve casos de envolvimento sexual entre os integrantes, estes ocorreram nas penumbras das ladeiras e nas encostas de casarões abandonados, quando não dentro dos mesmos, mas sempre às escondidas".
Apesar da aparente inconsistência da demanda judicial, por seus próprios méritos a ação ainda ganhou força antes de virar objeto de chacota dos moradores da cidade, em virtude do teor da réplica apresentada pelo autor, que contou com um parecer desenvolvido pelo doutrinador local Juvêncio de Farias, asseverando que "sendo objetiva a responsabilidade do Estado, mesmo que este não pudesse interferir na lascívia dos que festejavam, o estudante jamais poderia ter saído tão amuado de um evento público".
Ao autor da demanda, no entanto, como resultado de uma "aventura jurídica" que já entrou para o folclore do município, não restaram apenas consequências nocivas. Afinal, em que pese a sentença que deu cabo ao processo ter julgado a demanda totalmente improcedente, o estudante se saiu vitorioso após ter arranjado como namorada uma funcionária do setor de aconselhamento psicológico do município, que passou a freqüentar por indicação do próprio magistrado responsável pelo encaminhamento do caso.
Segundo a própria Municipalidade, tal acontecimento afetivo ocorreu sem nenhuma participação do Estado.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
And the Oscar goes to: Google
Há cinco dias para a tão aguardada cerimônia da entrega do Oscar 2011, mais do que a expectativa do público para os vencedores, o Google fez questão de conjugar "essas opiniões" na ferramenta Google Trends Oscars. Longe de palpites, o grande da web fez um balanço da procura dos usuários quando os termos se refere aos indicados para o maior prêmio do cinema de Hollywood. Ou seja, quanto mais se busca por A Rede Social, por exemplo, mais próximo o filme está da estatueta dourada.
Não somente o Melhor Filme, mas todas as indicações, como Melhor Ator, Melhor Animação, Melhor Atriz Coadjuvante. O interessante é ver que a escolha popular, às vezes segue a opinião de críticos especializados e às vezes não. No entanto, todos sabem que, no fim, a opinião da Academia é peculiar e costuma sempre surpreender.
And the Oscar goes to...
Nos últimos 30 dias, a escolha popular define Cisne Negro como sendo o vencedor de Melhor Filme. Para muitos especialistas, O Discurso do Rei é o grande indicado e A Rede Social corre por fora. Por que a diferença? Fácil. Nesses últimos tempos, muito se falou sobre a trama bem elaborada e chocante de Cisne Negro. Por isso a grande preferência. Enquanto que O Discurso do Rei não fica bem colocado nas simulações (a ferramenta simula cinco indicados por vez).
Não somente o Melhor Filme, mas todas as indicações, como Melhor Ator, Melhor Animação, Melhor Atriz Coadjuvante. O interessante é ver que a escolha popular, às vezes segue a opinião de críticos especializados e às vezes não. No entanto, todos sabem que, no fim, a opinião da Academia é peculiar e costuma sempre surpreender.
And the Oscar goes to...
Nos últimos 30 dias, a escolha popular define Cisne Negro como sendo o vencedor de Melhor Filme. Para muitos especialistas, O Discurso do Rei é o grande indicado e A Rede Social corre por fora. Por que a diferença? Fácil. Nesses últimos tempos, muito se falou sobre a trama bem elaborada e chocante de Cisne Negro. Por isso a grande preferência. Enquanto que O Discurso do Rei não fica bem colocado nas simulações (a ferramenta simula cinco indicados por vez).
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