quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O que esperar dos games em 2011: continuação da violência

Desde o final do ano passado e início deste, a imprensa especializada, fóruns, blogs e os aficcionados por games vêm especulando e trazendo na mente as exepctativas para os lançamentos de 2011. Grandes consoles e muita tecnologia (entende-se placas de vídeo robustas) para os PCs refletem em grandes produções visuais, interativas, viciantes e o mais importante: que tragam o lazer. Vagando por listas e mais listas, a conclusão para o ano que segue são jogos mais violentos e continuações de franquias.

Unanimidade para qualquer um, a espera por Marvel vs. Capcom 3 e Mortal Kombat deve levar os mais saldosistas de volta aos consoles e mostrar para a molecada como se faz um game de porrada nos moldes antigos. MC3 junta personagens de dois universos distintos em busca da sobrevivência e preservação do planeta Terra. O grande chefão do jogo é Galactus, arquinimigo do Quarteto Fantástico que nutre o passatempo de devorar, literalmente, planetas. Já MK, traz o grande apelo do início da série: muito sangue e violência. Com 26 personagens confirmados até o momento, teremos novamente frente a frente os eternos inimigos Scorpion e Sub-Zero para relembrar os oito anteriores jogos da série.

Outro que também enche a boca dos gamers é Diablo III. Produzido pela Blizzard, gigante de World of Warcraft, o "adventure do inferno" irá levar cinco classes de personagens para os confins do submundo em busca do grande mandante. Não precisa dizer quem é. A fome dos jogadores não poderia ser menor, já que o segundo Diablo foi lançado há dez anos. No entanto, a produtora não apresentou data certa de lançamento. A expectativa dos fãs é que na BlizzCon, feira da Blizzard realizada no final de outubro, tal data seja anunciada.


Você sabia?

Este vídeo é um pouco antigo, do final de 2009, e foi feito pela The Economist para um fórum sobre convergência de mídia naquele ano. Os índices já aumentaram bastante, mas é impressionante ver como a internet e a integração dos usuários vêm crescendo sem qualquer parâmetro. Achei mais absurda a quantidade de SMS que um norte-americano envia em um mês: 2.272. O vídeo também apresenta uma visão interessante sobre a produção de conteúdo no Twitter.



Confira na continuação do post a versão 3.0 do vídeo. Com destaque para as relações de trabalho e emprego.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O vestibular de ontem e o de hoje...

Lendo a matéria "Um teste brutal de fibra para quem quer entrar na faculdade", de Larry Rohter, para o New York Times, escrita em 29 de dezembro de 2000, sobre o vestibular como a única e penosa maneira de ingressar em uma faculdade no Brasil, acabou por me levar parar a consequente questão: como está esse processo uma década depois?

Tal matéria está documentada no livro "Deu no New York Times", do repórter, que oferece seus pontos de vista em diversos momentos como correspondente do jornal norte-americano em nosso país.

Naquela época, como ele mesmo escreve e muitos se lembram, de fato, a única porta de entrada para uma faculdade era o vestibular - salvo engano nem o Pism (vestibular seriado) firmava como opção. Terminado o ensino médio, o garoto, geralmente fazia um ano de cursinho preparatório para então, tentar uma vaga na universidade preterida. Os tempos mudaram e hoje, além do vestibular tradicional temos o já citado Pism, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o Prouni (Programa Universidade para Todos), o Sisu (Sistema Seletivo Unificado) e o sistema de cotas.

Ainda com Rohter, sua matéria enfoca a tensão - pré, durante e pós - na realização das provas e a praticidade na forma unificada de ingresso americana, o Scholastic Aptitude Test, exame com proposta semelhante ao nosso Enem. Por coincidência, o repórter já antecipava o próximo passo de nosso sistema de ensino, mesmo que jamais pudesse antecipar os problemas vividos nesse e no último ano. Quem não se lembra dos vazamentos de provas e da redação do Enem e da lentidão e possibilidade de adulteração de dados pela internet do Sisu. Além da corrupção do Prouni favorecendo alunos fora da abrangência do programa.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Domínio da pirataria virtual e a "profissão" de uploader

Recentemente, vi essa matéria na Folha.com - "Cem usuários dominam dois terços da pirataria virtual, diz pesquisa" - e me recordei de umas entrevistas com uploaders e com talvez, o maior disponibilizador de arquivos na internet, aXXo. Segundo tal estudo, dos milhões de usuários da grande rede, apenas cem são responsáveis pela publicação de 66% do conteúdo disponível nas redes de compartilhamento de arquivos ilegais e por 75% dos downloads. Nesse caso, as redes são a P2P e o compartilahmento por torrent.

É bastante curioso esse resultado, visto que falamos de internet, aquele lugar onde qualquer pessoa pode disponibilizar o que quiser e falar o que bem entende. Mas, também deve ser sabido que, para compartilhar um arquivo, por mais simples que possa ser, é privilégio de poucos, principalmente nas redes de compartilhamento. Em 2007, o TorrentFreak entrevistou o maior uploader, ou ripper - pessoas que disponibilizam arquivos na rede - que já passou pela internet: aXXo.

O codinome pode ser visto em inúmeros filmes, principalmente, que se encontra na rede. Ao digitar na barra de procura de qualquer site que busca torrent, com certeza, os arquivos com mais sementes (mais pessoas compartilhando) possuem sua assinatura (veja imagem). Segundo a entrevista, o uploader prefere compartilhar os filmes com boa qualidade de imagem, os chamados DVDrip, com tamanho aproximado de 700 mb.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

"State of Play" ou "Intrigas de Estado"?


"State of Play" é um seriado de TV (BBC) inglês de 2003 que conta a história de um jornal que investiga a morte de uma mulher no metrô. No entanto, a partir da investigação inicial da dupla de repórteres Cal McCaffrey (John Simm) e Della Smith (Kelly Macdonald), foi descoberta a ligação da morte com o assassinato de um usuário de crack. Além do mesmo assassino também ter acertado um motoboy que presenciou a cena. Nenhum spoilers, essas são as cenas iniciais da série.

Em 2009, Hollywood transformou "State of Play" em "Intriga de Estado", um longa que condensava a complexa história de seis episódios em duas horas (2/4 do original). Na película, estrelada por Russell Crowe (Cal) e Rachel McAdams (Della), o enredo é basicamente o mesmo, óbvio, com adaptações de público e de tempo. Pelo mundo, "Intrigas" rendeu aos cofres da Universal US$ 87 milhões. Para as duas empreitadas, sucesso de crítica.

De um plot simples as investigações dos repórteres partem para relações conspiratórias políticas, proteção de vítimas, ação policial e para os jornalistas, uma experiência pouco retratada em filmes norte-americanos: a realidade da profissão e o verdadeiro jornalismo investigativo. No longa, o ambiente de uma redação jornalística e as conversas entre os membros do time que investiga o caso não são tão detalhadas, mas na série, é como se fosse real e verdadeiro.

Gaúcho: o que perguntar?

A estreia de Ronaldinho Gaúcho com a camisa 10 do Flamengo poderia ter sido melhor. O time venceu, mas o astro não marcou seu gol. Deixou marcas, é verdade. Nessas horas que vemos como o talento realmente difere os agraciados dos esforçados. Não que com esforço, jogadores não possam bater a bola do R10, mas a caminhada será muito mais longa. Claraente fora de forma e ainda carente de entrosamento, Gaúcho se destacou nos passes e bolas paradas.

Bola do pé de Ronaldo e passe brilhante. Coisa que os flamenguistas, assim como eu, não vemos há muito tempo. Ta certo que ele poderia ter marcado logo seu primeiro gol. O que, com certeza, levaria os 40 mil torcedores rubro-negros à loucura. No entanto, R10 ficou só nos passes para os companheiros e versatilidade nas bolas paradas. Claro, se o ataque flamenguista tivesse um pouco da desenvoltura de Ronaldo o placar não ficaria em um só gol. Mas, isso, o tempo ainda há de curar. Assim esperamos.

Separados pela natureza


Não precisa explicar aquilo que é claro